Protagonismo Jovem: O papel da juventude na sociedade

Nas sociedades, ao longo da história, o jovem se destaca em duas circunstâncias antagônicas: por fugir à composição social vigente e gerar ruptura, ou por afirmar as necessidades e valores conservadores. Ambos os casos convergem para o mesmo ponto: a força intrínseca do jovem. Força, que no século primeiro, o apóstolo João já anunciava através de uma de suas sentença mais conhecidas, “jovens eu vos escrevo porque sois fortes.”

Sempre que se deseja inovar ou conservar no espaço social; calar ou ampliar uma  mensagem, implementar ou subverter a ordem, se articula com a potencialidade do jovem – nesse caso, um amplificador de força. O padre jesuíta Hilário Dick afirma que “a juventude é  um período da vida em que alguém está de posse de um excedente temporal e de um crédito, de algo que se tem a mais e do qual se pode dispor. Ser jovem é ter um capital de tempo. A moratória vital pode até ser agredida, pode ser diminuída, pode não ser considerada, mas ela é real.”

O protagonismo da juventude é a intervenção no contexto social para responder a problemas reais em que o jovem é o ator principal. Protagonismo que se manifestou por toda a história, desde a antiguidade até os nossos dias, seja com os personagens que construíram a época do Antigo Testamento, com os jovens heróis gregos, com a adolescência gerada na Revolução Industrial e com a juventude totalitária da Europa.

E em tempos recentes, presenciamos a revolução estudantil de 1968, que acabou de completar 40 anos – um dos momentos mais marcantes da ação da juventude na história. Jovens saíram às ruas protestando contra a ordem social, política e cultural em diversos países do mundo, numa época em que nem sequer existia internet ou celular. O mundo nunca mais foi o mesmo depois de 68.

Cada vez que uma geração rompe com as necessidades anteriores e assume seu papel histórico, a humanidade se reconfigura e reorienta-se a sociedade. Por outro lado, sempre que uma geração está apática, a humanidade permanece estagnada, e todo o potencial jovem fica a mercê de uma geração conservadora que os compra e seduz, levando-os à corrupção moral. Temos, então, uma geração manipulada, que usa seu potencial para conservar e produz, finalmente, uma sociedade confusa e nutrida de valores desajustados.

A juventude é um dos mais importantes recursos espirituais latentes para a revitalização de nossa sociedade. Para Karl Mannheim, “no futuro essa sociedade não poderá ganhar nem a paz nem a guerra a menos que abra campo a todos os recursos vitais e espirituais de que dispõe e, entre eles, sobretudo, as potencialidades latentes na juventude.”

Como João, é preciso escrever aos jovens, e isso significa percebê-los, comunicar com eles, e afirmá-los em seu protagonismo e potencial, afim de que liberem toda a sua força espiritual renovadora sobre a sociedade!

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